quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Conscientize-se

Tenho me deparado muito com uma palavra chave de uns tempos para cá: Consciência. No processo terapêutico, o primeiro passo é a consciência. Alguns pacientes já chegam “conscientes” do que seria um problema. Outros chegam com a perspectiva de se conhecerem e vão tomando “consciência” durante a primeira parte do processo. A maior parte das coisas que nos causam insatisfação depende do nosso movimento para que alguma coisa mude. Na maioria dos casos, ao menos, uma parte depende da gente.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

POR QUE TEM QUE SER IGUAL?

  
 O ser humano passa a vida tentando encontrar o seu encaixe. Como seria este encaixe, o igual ou o diferente? Diria que o diferente é sedutor e assustador, o igual é seguro. Afinal, lidar com o conhecido é mais fácil. Isso justifica tanta coisa, inclusive a repetição das figuras parentais. É mais fácil repetir pai e mãe que se rebelar contra eles. É sempre o mesmo processo. Por exemplo: a mulher que é agredida pelo marido constantemente. Para ela o mundo lá fora é assustador porque é desconhecido. Dentro do seu mundo dela agredida, mas sabe exatamente o que vai acontecer todos os dias.Como mecanismo de defesa se julga merecedora e justifica a sua inércia. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

A TERCEIRA MARGEM DO RIO
Guimarães Rosa
Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.